Com o fim da escravidão no Brasil, tardiamente decretada em 1886, nosso país se viu livre desse flagelo humanitário, mas não se preparou para esse cenário. As lavouras de café dependiam muito dessa mão de obra e a alternativa que o governo Brasileiro incentivou foi a imigração para substituir a mão de obra escrava.
A forma de atrair mão de obra foi oferecer aos colonos, como eram chamados, uma participação na produção.
De lá até os dias de hoje, esse sistema foi sendo aperfeiçoado e legalizado nos contratos que são uma parceria agrícola ou mais popularmente chamados de “Meia”.
Nesse sistema, os Meeiros e o proprietário da terra estabelecem uma parceria que pode variar nas atribuições, direitos e deveres, mas usualmente os Meeiros oferecem sua mão de obra e o proprietário a terra e insumos.
No Vale do Tajá há essa modalidade num talhão específico. Os irmãos Nascimento estão nessas terras há décadas, quando o patriarca João Batista chegou com toda a família.
Desde então atuaram como Meeiros passando por diferentes proprietários da então Fazenda Santa Maria e continuam na Fazenda Vale do Tajá.
A oportunidade de empreender, fixar o homem no campo e a possibilidade de auferir rendas maiores são algumas das causas que motivam este tipo de relação.
